sexta-feira, 25 de abril de 2008

Where have all the cowboys gone


Dia desses tomei uma decisão: estou me aposentando no amor (com letra minúscula mesmo).

É fato, minha gente. A questão agora não é somente a seca no deserto do Saara. Cheguei a um ponto de total desapego e decepção diante de qualquer coisa que se resume a tal sentimento infâme - e, principalmente, aos objetos que causam este. Atualmente, acredito no amor/crush/peguete/whatever apenas em filmes e seriados. Pois, se for me basear na realidade que se apresenta diante de mim, aff, nem Jesus salva. Veja a lista dos principais indiciados:

- 32 anos de idade. Canceriano. Dizia ser extremamente sincero, mas nunca ouvi uma só palavra que comprovasse isso. Estepes um do outro em momentos de solidão e carência, porém nunca assumiu essa realidade (como eu fiz). No momento em que não quis mais nada, optou pela velha atitude de "vamos ignorar" - ou seja, em vez de falar, sem medo, que estava acabado, simplesmente não atendeu a telefonemas ou respondeu e-mails. Ou seja, um adolescente;

- 24 anos de idade. Leonino. Fugiu no momento em que o bicho pegou. Ou seja, um franguinho. E, no final das contas, prepotente e ingrato;

- 23 anos de idade. Ariano. Na teoria, um perfeito poeta. Mas usou de minha boa vontade e de minha amizade - que não foi pouca. Não soube viver suas palavras, que tornaram-se tão vazias quanto um ralo de pia. Ou seja, um idiota;

- 18 anos de idade. Pisciano. Esse, coitado, só prometia e nada fez. Queria apenas uma redoma, um apoio moral, um ingrediente na geladeira. Ou seja, inseguro. E também ingrato, pois jamais teve a capacidade de agradecer o tanto que fiz;

- 28 anos de idade. Signo desconhecido. Daria uma ótima comédia romântica, se não fosse medroso.

Agora me diga se eu não mereço a aposentadoria por tempo indeterminado. De todos, nunca pedi muito. Ok, algumas vezes posso ter exigido mais do que o necessário, mas sempre voltei atrás e até pedi desculpas por comportamentos freudianos. Sempre fui direta e clara como água cristalina. Nunca forcei mais do que o exigido pelo momento - apenas um leve retorno daquilo que mostrava. Feedback pouco é bobagem. Ou seja, fui uma graça de pretê.

E nenhum, independente do signo ou idade, soube ser homem o suficiente. Revejo minha atitude diantes deles e me pergunto: onde raios foi que eu errei? Ou os homens são mesmo desse jeito, e preciso me acostumar?

Francamente. Ou viro lésbica, ou entro num convento. Como não curto a fruta, a única opção que me resta é o clero. Porque, avemaria, eu estou fodida com esses ditos cujos.

Pior, nem isso.

3 comentários:

Complicada e Perfeitinha disse...

Oieee eu te achei porque estava procundo os strokeanos e o único brasileiro que achei (por enquanto)
foi você...
Li e sei lá se quer opinião mas aí vai:
QUERIDA SE FICAR PROCURANDO UM HOMEM QUE DE DEVOLTA UM POUCO DO QUE FEZ POR ELE NUNCA VAI ACHAR,
Olha você tem que se gostar primeiro pra entrar em um relacionamento se não vai ficar procurando num homem o que você não se dá entende?, vai ficar procurando carinho... gratidâo ...amor... e sseilá mais o que, agente não pode esperar que as pessoas SEJAM assim ou assoda por q elas não SÃO....
boa sorte no amor e na vida...

Anana disse...

Dude, vamos nos dar as mãos.
Amor é lindo nos filmes, na vida a coisa é diferente.

Mas acho que essas nossas decepções são apenas porque não encontramos "O" cara, aquele que nos fará ouvir sininhos e ouvir músicas bregas achando o máximo por estarmos com quem realmente deveríamos estar.

A paciência é uma virtude, mesmo que você a abandone por um tempo ela retorna!
E quando a gente menos espera, o amor vem e nos dá uma mordida no traseiro!

Kisses

Scliar disse...

hehehe... Quero voltar neste post daqui uns anos! Para quem ta com medo de morrer, a aposentadoria ta precoce.Um beijo cheio de vida e amores por vir nesta semana, Ethel.
PS: Antes que me esqueca - "se for para morrer..." Uai???!!! Alguem descobriu a proçao da eternidade e se esqueceu de me avisar? To na fila, gente, porque o amor um dia há de chegar e eu preciso tempo, mais tempo...