
Eis o momento mais temido por Juliana: vê-lo com ela.
Claro, pois agora é diferente. Juliana não é mais a trocada, rejeitada, que vive na "Balada da Arrasada" way of life. A mariposa vôou e Juliana ataca novamente. A vingança, a.k.a. desnecessária picuinha feminina, foi solucionada da melhor maneira possível. Porém, ainda assim, havia aquele bichinho da culpa povoando em seu organismo como uma tênia infeliz. Portanto, era impossível prever a reação deste momento.
Então, Juliana o vê, e faz a sutil piriguete, até que percebe um semblante se aproximando. É ela. "Fodeu", pensa Juliana. E, diante da situação no mínimo constrangedora, ri. Ri como se estivesse assistindo à melhor das comédias. Ri como se estivesse lendo um livro do Costinha. Ri de nervoso, de ansiedade, de pavor, de maldade. Tem vontade de gritar "O teto é baixo, cuidado com o chifre!", num exemplo baixo de mulher barraqueira. Tem vontade de observá-lo para analisar a reação do cara de pau. Tem vontade de sair correndo, com medo da dita cuja estar portando sua já famosa machadinha.
E, em meio a crises desesperadas de riso, opta pela última situação citada. Run, Forrest, run. Pede por uma cerveja e bebe com fervor, procurando, naquele copo americano, a solução de toda sua vida. E talvez essa tenha sido a decisão mais sábia, pois somente assim sua risada cessou.
O fato é que rir é a única coisa restante para Juliana. Rir, para não chorar diante do cenário ingrato. Rir, para não retornar à "Balada da Arrasada" way of life.
Pois, vamos concordar, Brasil. É só rindo.
Tadinha dela...
¬¬ no som: "pedrinha", cordel do fogo encantado.
3 comentários:
Se eu fosse a da machadinha, iria para o lado dele...
dark side of the force mode on.
Copo americano foi foda! hahahah
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