sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Hoje é dia de esbórnia


Também conhecido como "Dia de Tim Festival com Gogol Bordello".

Nessa maré de torpor, repleta de pensamentos que me atiram para a realidade crué da vida adulta, fazendo-me sentir na pele o peso de uma decisão tomada há um ano atrás, nada melhor que um show. No outro Tim Festival, do ano passado, The Killers e Björk me ajudaram a seguir certos passos. Em 2006, Franz Ferdinand ditou o caminho.

Minha relação com shows vai além do simples entretenimento. Toda vez que há um, é sempre em uma ocasião na qual faz-se necessária uma catarse, um recarregamento de energia, uma nova forma de enxergar o mundo. É o momento em que preciso parar e observar a vida de perto, atentando para os sinais que surgem - sim, pois show é um instante mágico que o Universo pára e te dá uma série de situações-Profecia-Celestina -, e então saber o que fazer. Os shows surgem em momentos em que me sinto perdida, e estes me trazem de volta.

Não é à toa que Gogol Bordello, o Cordel do Fogo Encantando sob o efeito de ácido, aparece agora. Estou precisando, diante dessa falta de ar que me assola.

Portanto, que venha. Venha, Eugene Hutz, com seus gritos arrebatadores. Venha, Pam Rancine, com seu tambor enlouquecido. Que venha os violinos, as baterias, a mistura de sons. Que venham, para trazer um pouco de luz para a escuridão.

2 comentários:

Cristina disse...

Uma das melhores esbórnias da minha vida foi o show do Franz em 2006. \o/

Garota no hall disse...

Meu amigo foi e disse que é o melhor show que já viu.

Eu me sinto desse jeito em relação à Mostra de Cinema, apesar dos pouquíssimos filmes que vejo.