
Que eu sou fã enlouquecida de "Senhor dos Anéis", não é novidade. Meu amor por tal película foi tanto que passei três anos respirando a Terra-Média, levando todos ao meu redor à insanidade e chegando ao ponto de brigar com familiares em defesa dos 13 Oscars de Peter Jackson, o rei do Herbalife.
A obsessão ultrapassou os limites do filme, alcançando, por conseqüência, os atores. Logo, passei a “segui-los”, lendo todos os artigos / entrevistas / whatever possíveis e imagináveis, com especial atenção aos hobbits. O principal deles é vivido por Elijah Wood. Amante de música, Elijah sempre reservou um espaço em suas entrevistas para divagar sobre canções e bandas que estava envolvido no momento. Como boa fã, ia atrás de diversos grupos citados por ele e, assim, conheci Stone Roses e Velvet Underground.
Em dada entrevista, Elijah falava com imenso entusiasmo de uma certa banda experimental, a qual conheceu durante as filmagens de "Uma Vida Iluminada" ("Everything Is Illuminated"), uma vez que o líder da banda, Eugene Hütz, participou não apenas da trilha sonora, como também do elenco. Depois, descobri que Elijah começara a namorar uma das integrantes, uma mocinha de alcunha Pamela.
Interessada em sua alegria e com ciúmes provido de uma fã idiota, vasculhei informações da dita banda, com o intuito de saber o que raios essa sujeitinha tinha de bom para o Frodo, dono do Anel do poder, escolhê-la como parceira. Foi assim que, em 2004, descobri Gogol Bordello.
Formada em 1999 na cidade que nunca dorme, New York, o Gogol Bordello compõe um estilo de música no mínimo peculiar. Para se ter uma idéia, o Wikipedia, fonte de todo o saber, classifica a banda nos gêneros Alternativo, Punk, Folk, Tarantela e Música Cigana. Composto por dez integrantes, o Gogol é o verdadeiro exemplo da colonização mundial:
- Eugene (voz/violão/faz-tudo), é da Ucrânia;
- Sergey Ryabtsev (tiozão do violino) e Yuri Lemeshev (acordeão) são da Rússia;
- Oren Kaplan (guitarra) vem da terra de Alá, Israel;
- Thomas Gobena (baixo) da Etiópia;
- Eliot Ferguson (bateria) da Flórida, estado americano da Disney;
- Elizabeth Sun (percussão, gritos descontrol e pulos frenéticos) é escocesa de descendência chinesa;
- Pedro Erazo (percussão) representa nuestros amigos do Equador;
- Stevhen Iancu (acordeão) é romeno com pé no Japão;
- Finalmente, a tal Pamela Racine (percussão, gritos descontrol, pulos frenéticos e comedora de hobbits) é da Tailândia.
- Eugene (voz/violão/faz-tudo), é da Ucrânia;
- Sergey Ryabtsev (tiozão do violino) e Yuri Lemeshev (acordeão) são da Rússia;
- Oren Kaplan (guitarra) vem da terra de Alá, Israel;
- Thomas Gobena (baixo) da Etiópia;
- Eliot Ferguson (bateria) da Flórida, estado americano da Disney;
- Elizabeth Sun (percussão, gritos descontrol e pulos frenéticos) é escocesa de descendência chinesa;
- Pedro Erazo (percussão) representa nuestros amigos do Equador;
- Stevhen Iancu (acordeão) é romeno com pé no Japão;
- Finalmente, a tal Pamela Racine (percussão, gritos descontrol, pulos frenéticos e comedora de hobbits) é da Tailândia.
Como se não bastasse a confusão, as letras ainda apresentam diversas línguas, desde o inglês, passando pelo espanhol, até o ucraniano ("Baro Foro"). Talvez sejam estes os motivos pelo qual o Gogol Bordello é uma banda que prontamente cativa. Além de consistir em um som único, o grupo já demonstra, somente ao escutar suas canções, uma energia sem igual.
Pois então, ao saber que o Gogol Bordello estaria presente no Tim Festival de 2008, não hesitei em correr para comprar os ingressos, independente das responsabilidades acadêmicas (tinha seminário para apresentar no dia) e da pendenga financeira. A ansiedade era demais, afinal, os gringos com quem conversei no MySpace disseram que o show deles era imperdível, e considerado por todos, sem exceção, como o melhor de suas vidas. Portanto, era uma oportunidade única.
E, minha Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, eles tinham razão. Eu nunca compreendi a teoria de que o tempo passa rápido quando estamos felizes. Pela primeira vez na vida, comprovei tal situação. Diz a lenda que o show durou pouco mais de 1 hora. Para mim, durou 10 minutos.
E, minha Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, eles tinham razão. Eu nunca compreendi a teoria de que o tempo passa rápido quando estamos felizes. Pela primeira vez na vida, comprovei tal situação. Diz a lenda que o show durou pouco mais de 1 hora. Para mim, durou 10 minutos.
Talvez pela maneira non-stop típica de uma micareta na qual a apresentação ocorreu (não houve tempo nem de correr para o bar rapidinho). Talvez pela energia inigualável que Eugene e sua trupe transmite. Talvez pela seqüência de músicas favoritas. Talvez pelos batuques de Pamela e Elizabeth, lindas no uniforme do Santos, e cuja presença no palco só aumenta a festa.
Apesar de não ter tocado duas das melhores, "Oh No" e "Baro Foro", foi uma experiência dos deuses ouvir ao vivo "60 Revolutions", "Not a Crime" e "Start Wearing Purple". Foi tanta que, em meio a gritaria e rodas-punk e danças sem qualquer tipo de cordenação motora, lágrimas escorreram pelo meu rosto. Era uma mistura de emoção por finalmente vê-los de tão perto com sentimento de pura felicidade - essa que há muito não vivia.
Gogol Bordello me salvou. Em instantes, tive epifanias dignas de dona Lispector. Epifanias, catarses, surtos. Fui da loucura ao alívio. Atingi o Nirvana e vi um Universo diferente se formar perante a mim. Era tudo que eu precisava. Ao lado do Franz Ferdinand no Circo Voador, a apresentação dos ciganos foi a melhor coisa já ocorrida na minha vida.
Gogol Bordello me salvou. Em instantes, tive epifanias dignas de dona Lispector. Epifanias, catarses, surtos. Fui da loucura ao alívio. Atingi o Nirvana e vi um Universo diferente se formar perante a mim. Era tudo que eu precisava. Ao lado do Franz Ferdinand no Circo Voador, a apresentação dos ciganos foi a melhor coisa já ocorrida na minha vida.
Por esse motivo, fica aqui meus agradecimentos eternos a Elijah Wood. E meus votos de que ele e Pamela (minha mais nova ídola) sejam felizes para sempre.
¬¬ no som: gogol, óbvio, "60 revolutions".
3 comentários:
Legal a maneira como conheceu a banda. Foi na curiosidade e ciúmes do Elijah, hahaha.
Nunca ouvi Gogol Bordello!!
Mas eu acho super natural essa coisa de vasculhar a vida dos artistas, super!
Desconheço. Mas qndo li algo deles uma vez imaginei que fosse algo a la Scissor Sisters mais pesado e revoltado.
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