(baseado livremente na borracharia e na sessão Musos desses digníssimos blogs)

Este é um blog de família, porém, não posso negar meu lado fangirl. Melhor dizendo, não posso negar meu lado feminino, que se revigora cada vez que vejo na telona um macho de respeito que me faça suspirar. Para estrear a nova sessão, denominada "Ah se eu pegasse", eis um sujeito que tem habitado minhas últimas fantasias: Javier Bardem. Não estou aqui para discutir seu imenso talento, e sim seus atributos.
Primeiramente, devo explicar: não sou chegada em homens "fortões". A maioria dos atores que aprecio são magrelos que possuem no máximo uma barriguinha definida. O único "homem grande" (nomenclatura vinda de minha irmã, que curte essa espécime) a quem abri meu coração foi Hugh Jackman, por razões óbvias. Então, me surge o grandalhão de pescoço másculo Javier Bardem em "Vicky Cristina Barcelona". Sempre o achei interessante, entretanto, nada me prepararia para Juan Antonio, um rapaz galanteador e charmoso até o talo que não tem vergonha de se aproximar de mulheres e dizer: "Quero levá-las em um avião para a cidade vizinha e fazer amor com vocês a noite inteira".

Não sei onde raios estava com a cabeça quando decidi assistir esse filme com minha mãe. Se um dia ela teve dúvidas quanto minha opção sexual, naquela tarde ficou claro que gosto mesmo é de hômi, uma vez que não pude me conter a cada cena de Javier, sendo obrigada a soltar pequenos sussurros e gritos abafados de "Jesus, que HOMEM!". Para se ter uma idéia, ao discutir com a patroa sobre o convite cara-de-pau de Juan, disse-lhe, perante seus protetos de "elas são doidas de acompanharem esse cara!", que não hesitaria um segundo se um macho como ele me oferecesse uma noite de amor catalã. Apesar de chocada com meu surto à lá Cristina, ela teve que concordar. No fundo, ela faria o mesmo.
Esse é o efeito de Javier. Encarnando Juan Antonio como um pintor sensível, incompreendido e dono de uma sede sexual invejável, Javier encanta de jovens à terceira idade. Sua beleza peculiar e corpo escultural (meu pai, que braços) é a perfeita personificação do amante latino que qualquer mulher gostaria de encontrar na próxima esquina.

O mais "engraçado" é que Javier consegue ser gato até em situações adversas, ou seja, sem necessariamente interpretar um tipo caliente-Juan-Antonio. Até mesmo com a peruquinha e jeitão creepy do assassino de "Onde os fracos não tem vez", como o tetraplégico em busca da morte no belo "Mar Adentro" ou o homossexual torturado na era La Revolución Cubana de "Antes do anoitecer", há algo em Javier que conquista.
Para completar o pacote, ele ainda é um puta ator - vide os filmes citados acima. O que, claro, só alegra mais minha vida. Um macho bom com incríveis performances? Estou lá.
Ah se eu pegasse... Bendita seja, Penelope Cruz!
4 comentários:
Eu não acho o Javier bonito, mas ele tem um "Q", assim como o Dr. House, algo sexy no comportamento, na voz, no olhar... enfim, eu entendo!
Só posso dizer... Sim, sim, sim:
Para o seu texto... E para Javier :-)
Eu IA comentar também sobre o Hugh Jackman, mas vc resolveu escrever tudo o que eu penso.
O que significa que eu NUNCA MAIS vou ler seu blog!
concordo coma garota no hall... o qeu ele não tem de bonito tem de sexy! ai, ai... rs!
beijos e bom final de semana!
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