terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Cecilia's back, alright


Dias sem computador = Desespero.

Para alguém acostumada com a máquina moderna sempre à disposição desde a mais tenra idade, ficar longe do computador é sinônimo de agonia. Impressionante, quando penso que estou livre desta amarra, o pobrezinho decide não ligar e meu mundo cai. Não é questão de MSN ou Orkut (também, mas por motivos familiares, pois só assim consigo falar com minha irmã no estrangeiro). É ficar longe das minhas músicas, do meu blog, dos meus filmes e seriados, da minha amada pasta. Passei os últimos dias inventando atividades: fiz e refiz minhas unhas, organizei minhas caixas nostálgicas e o baú, e assisti todas as reprises de Friends e Law and Order, assim como qualquer filme da Universal e HBO (chegando ao ponto de me envolver em "Zathura", vulgo Jumanji 2). A crise de abstinência foi tamanha que me vi chorando apenas ao olhar para a carcaça apagada, enquanto a limpava com fervor, como se aquela flanela pudesse trazê-la de volta a existência.

Contudo, ao mesmo tempo que é desesperador, é inevitável ignorar o fato de como um computador pode dominar a vida de um indivíduo. Durante esses dias, senti que minha mente estava ficando mais "limpa", mais vazia, o que me fez lembrar daquela cena de "Antes do pôr do sol", na qual Celine conta sobre sua viagem ao Leste Europeu. Parece que, ao estar longe de noticias da Globo e do bate-papo com os colegas, você se conecta mais consigo mesmo, uma vez que está completamente alheio a qualquer coisa.

Ainda assim, senti falta do meu bichinho. Então, Bira, o Técnico apareceu e, após algumas horas discutindo Lost e ouvindo com atenção suas explicações, meu computador reviveu. "It's alive!", gritei, num surto de Frankenstein. Bem, ao menos vivo por enquanto. Aparentemente, há três peças com defeito, o que significa que ele respira, porém com dificuldade. Dessa forma, terei que comprar um novo. É difícil partir deste. Sua caixa sujinha e encardida se tornará somente mais uma. Assim, para evitar futuras agonias, inicio o processo back-up e consequente delete, tudo para dar as boas vindas à máquina zero.

O que me faz concluir: essa é apenas mais uma das mudanças de 2009. Ê laiá.


¬ chicago sdtk - I move on.mp3

4 comentários:

Alexandre disse...

Descobrindo-se uma nerd. rs

Anderson disse...

Pois é, eu tb sou refém dessa máquina. Poucos não são, né? Fora a coisa dos dados. Eu sou meio nerótico, faço sempre cópias em DVD das coisas. Daí mês passado resolvi formatar o HD, na verdade restaurar às confi. de fábrica. Copiei mais uma vez "quase" tudo. E perdi coisas importantes, dá pra acreditar? A sorte é que muitas dessas coisas estava numa pasta virtual. Mas ainda assim algumas coisas se foram pra sempre. Acho que foi um ato falho... Parece que esses "sustos" fazem parte de uma relação neurótica com esse mundo da informática.

tatiana disse...

Vai na fé, comadre!

Garota no hall disse...

Minha sorte é ter computador no trabalho e usá-lo para coisas pessoais também, mas passar um fim de semana em casa sem a máquina é agonizante. Pode ser até uma semana viajando sem usar o computador em lans ou cyber café, mas na minha casa não dá para ficar sem ele.