Em "Imagine eu e você", Rachel (Piper Perabo, de "Show Bar" e "Assunto de meninas") inicia o filme nervosa, pois está prestes a se casar com seu namorado de longos anos Heck (o fofo Matthew Goode de "Watchmen" e "Match Point"). Já a caminho do altar, ela troca um rápido olhar com Luce (Lena Headey, de "300" e "Intrigas"), a moça gay responsável pelas flores. A partir daí, elas se tornam amigas, enquanto o rapazote está agoniado em seu trabalho chinfrim e por não saber o que raios se passa na cabeça da esposa. O que se passa, na realidade, é que a pobre mulher só pensa em Luce, confusa por não compreender se isso é fruto de uma idéia fixa, ou de medo do casamento recente, ou se está de fato apaixonada. Para ela, o amor é algo costumeiro, que se nutre e se fixa com o tempo - ou seja, o relacionamento estável entre ela e o maridão. Já para a florista, o amor pode ocorrer à primeira vista, sendo palpável no exato instante em que duas pessoas se encontram - que é a maneira como se sentiu ao ver Rachel.
Realmente não me recordo de ter visto um filme que trata a temática com tanta leveza e honestidade, sem nunca parecer desrespeitoso. Os comentários do amigo de Heck, que está doido para transar com Luce apesar de saber que ela é gay, não soam forçados por retratar o que basicamente todo homem machão pensa ("Eu sou a cura para o lesbianismo!"), e a luta de Rachel entre o impulso de viver um novo amor e seu casamento já estabelecido é igualmente verdadeiro, assim como os constantes pensamentos de Heck em fazer sua mulher feliz como outrora. Além, claro, da própria dinâmica de Luce, que se vê apaixonada por uma hetero casada, não conseguindo figurar se deve ou não revelar seu sentimento.
Contudo, o mais bonito é ver como ambas caminham para a realidade, descobrindo uma em outra o que é amar alguém - algo que é sempre bom presenciar, sendo os envolvidos gays ou heteros. Em uma cena em particular, as moçoilas, desejando dançar, vão a um daqueles lugares de jogos, e lá, se esbaldam na máquina de dança ao som de "Feels like I'm in love", de Kelly Marie. Além de servir como um momento sutil de abertura para o envolvimento, a dança torna a cena bacaníssima, digna de Fita de Trechos. A música envolve, a coreografia é simples e simpática, e, vamos concordar, todo mundo adora uma dancinha.
Eis, portanto, a mais nova aquisição de nossa Fita de Trechos:
2 comentários:
Agora fiquei com vontade de ver esse filme. comofaz? rsss
Bjo moça
Nunca ouvi falar desse filme amiga....
História confusa...
Quando der vou alugar para ver...fica a dica para mim.
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