Depois de meses sem uma baladinha a não ser a famigerada festa anos 80 - que na verdade não conta como balada -, minha amiga me tirou de casa. Não estava lá com tanta vontade, mas fazer o quê, "vumbora". E basicamente, só me irritei. As pessoas são as mesmas, se pá versões piores das antigas. Algumas me cumprimentam e eu sequer lembro de seus rostos, quanto menos o nome. Um homem com cara de psicopata nos aborda a noite toda, até eu não me aguentar e dizê-lo que seu suposto olhar sensual está mais para capa da revista Veja do que um charme. O garçom nos julga quando pedimos uma tequila, e quis justificar: é claro, isso aqui está uma merda, não me resta opção se não uma dose de álcool - que, aliás, só surtiu efeito quando uma bendita banda teve a brilhante idéia de colocar um pouco de rock 'n' roll naquela noite recheada de reggae (!), samba rock batido e as mesmas atrocidades pop/"rock" brasileiro. Em suma, as mesmas músicas de sempre. Essas porras não têm a dignidade de trocar de repertório. E depois me perguntam porquê eu me irrito tanto em baladas e só me alegro nas músicas "bizarras" (no caso, Ramones. Pois é, isso é "bizarro").
Mas o pior, o maior pecado de todos em plena Sexta-Feira Santa foi uma bandinha ralé inventar de tocar "I'm Yours", do Jason Mraz. Da outra vez que os vi tocar, fiquei até feliz pelo esforço deles em colocar uma música "nova" no set list, música essa que estava a bombar na novela da Globo (para meu desespero). Porém, a novela acabou, e eles poderiam deixar meu Jason em paz. Mas não. Eles tocaram. E para completar minha indignação, aquela corja de público "cantou" junto. Não. Isso eu não admito. Essa música é minha desde 2005, quando ainda não passava de um demo. Me alegra Jason ser mais reconhecido, mas não por essa gente. Alguém que canta O Rappa-pós-Yuka não merece cantar Jason Mraz. Meu ciúme musical saiu completamente de controle, e eu quis esganar (mais ainda) cada uma daquelas pessoas.
Definitivamente, não sou mais feita para as ditas baladas desta província. Podem mudar a estrutura do bar, mas nunca mudarão sua essência. E dessa, já tive o bastante. Chega. Me aposento.
3 comentários:
hoaeihoiaeieahoiheaoihea
É foda, Cêci. O rock pra eles é Paralamas, Skank, Jota Quest e afins. Propaganda enganosa, isso sim.
Aqui na minha "província" teve uma festa intitulada "Dia do Rock'n'roll", há uns 2 anos. Uhuuul lá fomos eu e uma amiga na "casa noturna" que não fazia nosso estilo, mas que poxa!, era rock'n'roll.
A banda tocou Armandinho e as bandas acima citadas. Ou seja, isso pode ser tudo, menos rock. Foi frustrante.
Adendo: Ramones humilha.
E hoje só saio quando é aquele lugar conhecido que tu sabe que com certeza absoluta, será rock.
Se eu saio em lugares convencionais me dá asco. Sério, uma náusea das pessoas. Coisa bem estranha. Porém, inevitável.
Baixei um álbum do Jason Mraz, mas ainda não ouvi inteiro. Achei bem bom.
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