O que no momento faço em comum com o grande Zeca Pagodinho é deixar a vida me levar, vida leva eu. É uma atitude que particularmente não me agrada, mas é o que tem pra hoje.
Afinal, aquele papo de máscaras cairem é verdade. Uma hora tudo vem à tona e se você não tem estrutura emocional para lidar com isso, segura. Infelizmente, estrutura emocional é algo que estou longe de ter, ou seja, não é à toa que ando sem palavras e passivinha. A oportunidade de virar o jogo é apresentada, mas quando dou por mim, estou chorando litros e sem saber como dar o próximo passo. Meus cojones antigos definitivamente foram para o saco, e por mais que esteja no árduo processo de resgatá-los, isso não vai acontecer do dia para o noite.
Então sigo em frente aos trancos e barrancos, na tentativa de entender o que caralhos está acontecendo, e o porquê. É possível que eu tenha sido cega o bastante para não perceber os pequenos sinais desde o começo. É possível que seja obra da minha cabeça (creio que não, mas não se pode descartar essa opção). Há também a chance de ser o 2012 feelings no ar. Ou talvez seja só que agora estou de fato no mundo adulto e ninguém avisou que eu já tinha carteirinha para esse clube.
Se for a última alternativa, valeu pela introdução. Realmente não havia jeito melhor de esclarecer. Mas cá estou eu, erguendo as mãos e dando glória a Deus, porque decidi que, enquanto os velhos cojones se adaptam à nova situação, vou encarar com olhos de Pollyanna. Nesse barco não me afundo.
Um comentário:
Ou Alice, contando para si três coisas impossíveis todos os dias antes do café da manhã.
ou que nem o Ed Bloom, dizendo para si mesmo "this is not how I die"
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