
A cada momento de nossa existência, nós fazemos escolhas. Quando saímos de casa, escolhemos a roupa que usaremos. Ao colocar as músicas no mp3, estamos escolhendo o que queremos ouvir. Quando estamos na frente da televisão, mudando de canal, e nos deparamos com dois programas interessantes: temos que escolher um dos dois para assistir. As escolhas vão desde as mais banais (como qual canal de televisão assistir), até as mais relevantes.
Seja lá qual escolha você tenha que fazer, alguma coisa você perderá. Se estiver entre dois trabalhos, e ambos o chamarem, você deverá decidir qual ir. Se, por um lado, você ganha algo, por outro você perde. A situação piora quando você percebe que talvez aquela não tenha sido a decisão mais correta. Aquele outro emprego era melhor. Aquela outra roupa era mais bonita. Aquele seriado era maravilhoso, e totalmente diferente dessa bosta que acaba de assistir. Infelizmente, você só percebe isso depois da merda já estar feita.
E então foi aquele dia, em que decidi ir a um lugar, e deixar o outro de lado - mesmo que, a todo momento, eu sentisse que talvez aquela não tenha sido a decisão mais sábia - que perdi a única coisa que estava a me fazer feliz, depois de tanto tempo vivendo a "balada da arrasada" way of life. O momento em que escolhi entre dois lugares, sem saber que, no fundo, eu escolhia entre duas situações diferentes - a nova, e aquela que eu já me acostumara.
Óh, o medo do novo! Surpreendentemente arrebatador. De tanto que é, fez-me decidir pelo mais "confortável", sem saber que era o mais errado de todos. E pior, pensando que ainda poderia ter o outro - completamente confiante de estar sob controle das situações.
Óh, a dor da perda! No momento em que percebi que já não tinha mais volta.
Óh, santa insistência! Em algo que já está há tanto perdido.
Óh, maldita escolha! E, por mais que eu insista em culpar fatores externos, não há como desfazer. Não é culpa de ninguém - é apenas minha. A escolha foi minha. E agora arco dolorosamente.
I whispered Sand... Para logo depois, entrar no carro com Julie Gianni, e, assim, modificar toda uma história.
:: ao som de jason mraz, "1000 mother fuckers" ::
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