quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Ai se eu te pego: Robert Pattinson


Já faz mais de um mês que assisti e li "Twilight" (como previamente discutido aqui). Pensei que a essa altura do campeonato meu vício adolescente teria ido para o espaço. Ledo engano. Reli os livros e revi o filme. Tudo por um motivo: Robert Pattinson.

Nativo da terra da Rainha Elizabeth, o moço de 22 anos (Deus, eu sou mais velha!) mostrou as caras pela primeira vez em "Harry Potter e o Cálice de Fogo", e já então dava os sinais de "material básico para desejo", ofuscando meus ímpetos pedófilos perante Daniel Radcliffe e Rupert Grint. Estando entre a pivetada e a velha guarda esplendorosa de Hogwarts, que inclui nomes de peso e tesão como Gary Oldman, Alan Rickman, Jason Issacs e Ralph Fiennes (pegável até de Voldie), Robert conseguiu a proeza de, no pequeno papel do campeão da Lufa-Lufa Cedrico Diggory, chamar atenção para sua beleza de menino.


Anos depois, Robert retorna personificando o dito homem ideal para a pirralhada moderna: Edward Cullen, o vampiro gostosinho de "Crepúsculo". Gentleman, protetor, atencioso e dono de um olhar desarmador, Edward é tudo que uma moça deseja, projetado nas feições agora adultas de Robert, com seus traços masculinos feitos, rosto linear, altura sensacional, olhos ridiculamente verdes, mãos que Jesus-me-abana, uma boca de poder, sotaque encantador e cabelos que são a fantasia de qualquer uma que adora realizar um cafuné. Se para as adolescentes o rapaz virou motivo de gritaria digna de boys band - pois, basicamente, é o que conseguem fazer -, para as velhotas ele se tornou o moleque que nos faz ter surtos de Susana Vieira e Demi Moore (clássicos exemplos de "curtimos um garoto").

Basta assistir a um vídeo seu no YouTube - há milhares, claro - e você entenderá. Falante que só e aparentemente com o capeta no corpo, Robert faz tudo virar piada enquanto mexe em seus cabelos e lança lindos olhares. É impressionante seu efeito: sequer percebendo, todas as entrevistadoras ficam alucinadas em sua presença. As entrevistadoras e eu.


Há tempos só consigo sonhar com Robert. Meu inconsciente está em polvorosa com essa nova adição. São sonhos que vão desde os mais eróticos possíveis até os mais inocentes, onde me vejo acalentada em seus braços. Há algo incrivelmente fofo em Robert que me faz derreter em um suspiro, ao mesmo tempo em que há um fator "perigo", como se nunca soubesse o que está por vir. O que, evidentemente, é a fórmula perfeita da perdição: o bonitinho e o imprevisível.


Apesar do pobre moço não ser um ator fantástico, ele possui bons trabalhos. O Torrent fez a alegria de me proporcionar seus antigos trabalhos na televisão britânica, e devo admitir que me surpreendi com seu talento em filmes como "The Bad Mother's Handbook", em que interpreta um mocinho pateta de óculos e suéter de arco-íris, e "The Haunted Airman", em que é um cadeirante veterano de guerra vítima de alucinações (para acabar de vez com minha sanidade, ele passa boa parte do filme fumando).

Espero que no futuro ele demonstre a mesma capacidade, tanto na saga "Twilight" como em "How To Be", onde será um solitário rapaz com sua guitarra (minha porção groupie morre), e "Little Ashes", em que fará Salvador Dali em seus anos iniciais, atentando para sua relação com Federico Garcia Lorca. Meu Deus, "Brokeback Mountain 2" vem aí.


Seja lá como for, continuarei pirando no garoto. De qualquer forma, ele não me deixará em paz, e tenho a forte impressão que os sonhos prosseguirão. Acreditem, eu não estou reclamando.

Um comentário:

Garota no hall disse...

Sim, ele é bonitinho. Mas... como não vi Twilight, ainda não senti esse encanto todo.