
Há uma canção da Marisa Monte com o Erasmo Carlos chamada "Não quero ver você triste". A música é linda, a letra é fofa e Marisa faz lindamente seus lá lá lá's de fundo. Mas quem arrasa é o Erasmo, que aqui não canta, somente fala - quase recita, na verdade. E, conseqüentemente, me faz chorar feito um bebê. Erasmo diz o seguinte:
"O que é que você tem, conta pra mim, não quero ver você triste assim. Não fique triste, o mundo é bom, a felicidade até existe. Enxugue a lágrima, pare de chorar, você vai ver que tudo vai passar. Você vai sorrir outra vez. Que mal alguém lhe fez? Conta pra mim, não quero ver você triste assim (...) Olha, vamos sair? Prá que saber aonde ir? Eu só quero ver você sorrir. Enxugue a lágrima, não chore mais. Olha que céu azul, azul até demais! Esqueça o mal, pense só no bem, que assim a felicidade um dia vem. Agora uma canção, canta pra mim, não quero ver você tão triste assim".
Não importa se me sinto como o maior exemplo de felicidade ou no fundo do poço: escuto essa música, choro. É batata. Sei que ele pede para realizar exatamente o contrário, mas como não evitar as lagriminhas? É escutar isso que prontamente imagino Erasmo estendendo sua mão, acalentando meu sofrimento enquanto me encosto em seus ombros chorando as mágoas envolvida em um abraço.
Ultimamente, tenho tido a mesma reação toda vez que vejo Tarcisio Meira em alguma cena de "A Favorita". Sempre quis abraçá-lo, ainda mais quando ele interpreta esses personagens tiozões gostosos - não no sentido sexual, óbvio. Porra, é o Tarcisão! Tenho um respeito de pai por ele. Anyway, no capítulo do Natal da novela citada, ele fez um discurso tão bonito para a filha Lilia Cabral que tive que me segurar para não sair de controle perante a família e correr para a televisão e dar um beijo imaginário em suas bochechas. Eu já estava sensível, aí me colocam Tarcisão dizendo que tudo ficará bem. Foi o suficiente para eu ficar com os olhos marejados e ter vontade de correr para os braços do marido da Glória e dizer "me protege dessa vida tacanha, Tarcisão!". Com certeza ele retribuiria, fofo que é.
Apesar de crer que tudo isso é recente, devo admitir que essa mesma sensação se repete desde a mais tenra idade, toda vez que assisto "Noviça Rebelde". Freulein Maria é a personificação do aconchego, alguém que você pode ir para seu quarto no meio da noite e simplesmente contar suas agruras. De quebra, ela ainda te animaria com "My favorite things".
Fico imaginando o que faria se um dia encontrasse Tarcisio, Erasmo ou Julie na rua. Provavelmente jogaria minha dignidade fora e pediria por um abraço no ato, ignorando fotos ou autógrafos. E agradeceria pelos anos de conforto que eles me deram sem saber.
¬ as crianças von tropp - so long, farewell.mp3
4 comentários:
como diria zeca baleiro: me sinto como num comercial de margarina...
eu choro até com com o olocômeu do faustão (tá certo, choro de raiva! mas choro!)...
eitcha sensibilidade a flor da pele! rs...
sobre o tarcisão nem falo nada. cresci vendo ele de dom perdro e capitão rodrigues! ui! naquele época tinha outro tipo de admiração! rs....
beijossssssssss
De um ano pra cá, virei uma manteiga derretida. Tenho vontade de abraçar um monte de desconhecidos na rua. Coloco os óculos pra disfarçar as lágrimas que correm constantemente.
É normal, né?
(Fazendo voz de Marco Luque) Ahhh, tão bonitinho!
Quando pequena eu queria ter uma Freulein Maria para me proteger dos raios e trovões...
Postar um comentário