segunda-feira, 2 de março de 2009

Eu e Jesus, Jesus e eu

Passou carnaval. Passou fevereiro, mês inútil que tem a áurea de "acabou as férias", mas que na realidade não passa de uma continuação da mesma. Já é março e a vida retorna a sua rotina normal: trabalhadores trabalham, desempregados procuram emprego, professores começam a colocar o plano de ensino em prática e estudantes estudam (ou ao menos reconhecem que agora não há mais desculpa).

Eu, obviamente, me encaixo na última categoria. A preguiça, a falta de vontade e em especial o pânico me trancaram em casa nesses dois meses, porém, acabou as justificativas para tal. Não que começarei a perambular pela rua a troco de nada - estou decidida, mas não sou tão boa em self-cura. A verdade é que a faculdade me chama e tenho quatro meses para adiantar o TCC para então deixar julho livre para quaisquer planos que venham a surgir. Afinal, depois disso, possuo apenas três meses para completar esse trabalhinho desgraçado. O tempo corre e tenho que alcançá-lo de alguma forma, portanto, não tenho saída: vou ter que encarar a sociedade.

Para conseguir ultrapassar por isto, terei que achar a força em mim. Não há dinheiro para terapia, logo, o babado é sozinha. Ou eu resolvo, ou me entrego - e não posso me entregar mais do que já fiz. Assim, haja força interna e coragem. Show some balls, Cecilia, você não é um franguinho. E haja, também, muitos aparatos religiosos. Usarei o anel que minha mãe comprou na missa do Padre Marcelo Rossi (sério) e providenciarei um amuletozinho para completar o arsenal já existente: a tatuagem que significa Deusa (que engloba todas), os papéizinhos de Nossa Senhora de Guadalupe e Santo Expedito, a fitinha de Nossa Senhora de Nazaré e a oração ao anjo da guarda que a patroa me forneceu.

Não, eu não sou uma pessoa religiosa. Já dormi em missas em pleno altar, abandonei o Catecismo devido a brigas com a professora fanática, blasfemo, uso o nome de Deus em vão e minha reza não é o Pai-Nosso e sim um bate papo simpático com JC. Porém, sou como John Locke: uma pessoa de fé. E na atual conjuntura, não custa nada me virar a essa, da maneira que sei, para uma ajudinha extra.

Assim, lá vou eu. Uma hora isso passa.


¬ barry louis polisar - all I want is you.mp3

2 comentários:

 Thiago Margato disse...

Passa sim, vai na fé!
Já tive esse tipo de caso na minha família, acredite, muita coisa que você pensa que pode te fazer mal é apenas uma criação da sua mente, não corresponde a realidade. Com o tempo isso passa, basta pensar na palavra auto-controle. Não deixe sua mente pregar peças em você.
Se cuida! Beijão!

Garota no hall disse...

Sua herege, hahaha!
Abandonei JC e a vida catóilica, mas cheguei à crisma. Até hoje não sei porque quis isso.