Amanhã é o dia do famigerado depoimento contra o grande vilão Edivando. Não sei se é o Paxtrat, o Rivotril ou a terapia intensiva, mas estou mais calma do que imaginava. I mean, menos nervosa.
O que de fato me irrita é que terei que me desbancar daqui até o Centro da Cidade - que, diga-se de passagem, é o verdadeiro reduto de Edivandos em potencial -, ir a um Fórum (coisa que nunca fiz e planejava não precisar fazê-lo) e falar com um juiz por causa desse safado. E ter que recontar para esse juiz, em detalhes, a manhã que tento esquecer há mais de um ano. De repente, até durante o banho me vejo tentando encontrar um discurso que seja ao mesmo tempo taxativo e profissional - reconhecendo que, a possibilidade de eu pagar micão dramático perante o Meretíssimo é grande.
A única coisa que me conforta é que essa é a oportunidade de fechar essa porta. É, talvez seja por isso que eu esteja menos nervosa. Há uma esperança, então. Até lá, aguardarei a volta da criatividade. Essa, pobrezinha, foi a que mais sofreu o soco.
2 comentários:
Querida Cecília,
Não se preocupe, normalmente os juízes meio que te guiam nas questões, e ele vai se ater ao processo, ao que está na denúncia. Não sei em que vara é o seu processo mas se for com o Dr. Marcio Krammer você provavelmente não terá contato algum com o dito cujo e ainda assim ele permanecerá algemado. Imagino que você deve ter um advogado ou alguém pra te acompanhar, se eu não tivesse duas audiências em Cubatão amanhã, me ofereceria para tanto.
Fique bem, o seu ponto final está chegando e logo isto tudo será página virada.
Um abraço.
Ó, tô com aquele sentimento de proteção-afeto-de-mãe e só tenho uma frase para ti minha flor: vai dar tudo certo.
Boa sorte, tranquilidade e beijocas.
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