O grande problema é que ando tão doida que as palavras só conseguem ser encaixadas em 140 caracteres.
Se o Twitter serviu para alguma coisa além de pirar no William Bonner, foi para permitir que eu tivesse um modo de falar que não precisa ser inserido num texto. Pense bem, caso todas as merdas que eu escrevo por lá rendesse um post aqui, esse blog ficaria mais redundante do que já é. Afinal, vou falar do que? De macho hollywoodiano. Das recaídas na crise-Edivando. Das maravilhas do Rivotril. De TCC. De trabalho de faculdade. De seriado. De filme. De emagrecimento ou a falta de. De TCC. De TCC. De TCC.
Como visto, meus assuntos são poucos e desinteressantes. E mais do mesmo. Uma vez que mais-do-mesmo me irrita, não consigo escrever. Feedback é bom e eu gosto, mas antes de mais nada escrevo para satisfazer um desejo próprio. Quando não há o que escrever, e principalmente não há palavras para colocar certas coisas que não sei explicar no papel, o blog fica assim, abandonadinho com a Cinderela bêbada.
A crise criativa já pode ter ido embora, mas a crise pessoal prossegue. Assim, toda a criatividade vai para fins acadêmicos (na realidade, até esse tem sofrido, já que minha última moda é escrever "vale ressaltar" para qualquer coisa, até para as que não necessitam ser ressaltadas). E isso é extremamente frustrante. Queria falar, queria escrever, queria colocar para fora e analisar do ponto de vista externo, mas eu não aguento mais analisar. Quero resoluções, uma pílula mágica que faça tudo ir embora, que impeça as recaídas que se traduzem em dias na cama, ataques a geladeira e vazios pós-baladas. Pena que tal pílula não exista - embora o Rivotril faça seu trabalho direitinho por período limitado -, e só me resta tentar solucionar tudo sozinha.
Porque, para variar, tudo depende de mim. It's such a burden, Frodo!
¬ phoenix - lizstomania.mp3
4 comentários:
Não te deprecies mulher!
Nem se cobre tanto.
E como dizia minha avó "do mesmo jeito que não há bem que sempre dure também não há mal que nunca se acabe."
Tudo a seu tempo.
Com toda a redundância que você pensa ter, venho aqui sempre e gosto do que leio. Muitas vezes não comento por falta de tempo ou até mesmo porque não sinto necessidade, acho que o ponto que você coloca é "super" final.
Um beijo e um queijo.
Eu super queria te dizer algo legal, mas estou rindo do "vale ressaltar". Uso tanto.
"Vale ressaltar", "mister esclarecer", "importante salientar", "atente-se para o fato de que".
Desculpa, comadre. Sou uma imbecil.
O fato é que sempre te entendo, só não sei como resolver nossas vidas.
Regurgita, Cecília!
Toca aqui, amiga _o/\o_
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