Enquanto aguardo pela resolução (?) de vida na forma de um emprego, passo meus dias alimentando a alma de outras maneiras. Em meio a filmes da Award Season, resolvi tirar o atraso de seriados que já queria conferir, mas estava muito preocupada com o TCC (aquele lá, lembra?). Assim, fiz uma maratona de "Dexter", apropriadamente no período natalino, e de "Glee", porque, né, musicais alegram. Encarei "V" e "Flash Forward" só pela curiosidade. Me abasteço de "Grey's Anatomy" e "Lost", que garantem a produtividade da reflexão, e a dupla Hanks/Spielberg fizeram a boa ação do ano com "The Pacific".
Mas faltava um macho hollywoodiano, e todo mundo sabe que adoro me "envolver" com tais seres, uma tradição que carrego desde a tenra idade. Há pessoas que me dizem que essa mania provém da falta de homem real, e pode até ser, mas creio que mesmo se eu casar com minha alma gêmea, sempre terei uma foto do Ewan McGregor no armário - e tal fato já foi comprovado quando acidentalmente soltei um comentário tarado sobre Hugh Jackman na frente de um peguete. Assim, ainda que um determinado ex-whatever tenha cismado de ligar a cada duas semanas, resultando na (vã) esperança de mais um revival, eu estava sentindo falta de um macho hollywoodiano.
"The Pacific" foi o primeiro a dar as cartas através do PFC Robert Leckie rolando na relva australiana. "Lost" fez seu papel ao trazer Sawyer bêbado e com aquela carinha de quem precisa de um abraço. No entanto, o desejo de macho hollywoodiano só seria completamente satisfeito com "True Blood", a série fabulosa do deus Alan Ball que induz até a mais pudica das senhoras a querer um vampiro forte mordendo seu pescocinho. E se Jason Stackhouse e Bill Compton já seriam suficientes, nada me prepararia para Eric Northman, vivido pelo sueco Alexander Skarsgard.

Eu, que nunca fui chegada a loiros, estou totalmente fascinada por esse que não é um homem, é um presente divino. Nórdico, alto, olhos verdes, dono de uma voz pacata e um corpinho delicioso, Alexander ainda tem a patchorra de fazer seu Eric olhar para o próximo como se o despisse, deixando qualquer um vulnerável sem ao menos utilizar a hipnose. Não é à toa que me vi dando leves gritinhos em frente a tela, situação que há tempos não ocorria. E como meu inconsciente é rápido no gatilho, não demorou para eu sonhar com esse exemplar digníssimo, e consequentemente ter meu adormecido libido de volta à ativa.
Minha irmã, também vítima de Skarsgard, diz para eu evitar "True Blood" e outros projetos relacionados ao apolo sueco - segundo ela, nada de bom pode sair disso sem a presença de um recipiente. Eu discordo. Alexander foi a melhor coisa que Hollywood me trouxe nos últimos tempos no quesito masculino, e sou uma pessoa que preza pelas alegrias oferecidas pelo poder da mente. Desse modo, me jogo feliz na mais nova obsessão, agradecendo ao Senhor pela graça alcançada. Afinal, sou biscate até no imaginário.

2 comentários:
Sobre os True Blood boys... Dá uma olhada nisso. Morri.
http://katylene.com.br/2010/04/09/ja-pro-shuveirinho/
Hahahaha, eu me divirto tanto aqui! :)
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