segunda-feira, 17 de maio de 2010

Oh, ninguém sabia


Na última balada, tive a comprovação de que não sou mais a mesma de outrora. Pior: acho que nunca fui a biscate que proclamava ser. Ou era realmente uma fase, ou apenas uma faceta que de vez em quando surge como uma arma letal para alcançar um objetivo já bem traçado.

Na ocasião citada, enquanto a colega ficou encostada na parede procurando pelo macho da noite (e olha, a seleção estava boa), eu estava mais preocupada em dançar "Single Ladies". Enquanto a irmã se atracava com um sujeito, eu fiz amizade com a mocinha do banheiro.

Creio também que o fato do sujeito ter novamente sumido, provando ser um desafio digno de maratona da São Silvestre, só serviu para deixar tais constatações ainda mais claras. Pois se eu fosse mesmo aquela que acreditei ser, não teria ficado tristinha. Estaria somente puta da vida por ter perdido um dia promissor.

Sim, é claro que a abstinência grita, que adoraria uma noite retirada diretamente das madrugadas do Telecine Action, porém, devo assumir que de nada adiantaria resolver a famigerada "seca" se não houvesse um abracinho no pós ou um telefonema de "tudo bem com você?" dias depois. Não tenho mais paciência, e para falar a real, sequer a vontade de caçar. Pela primeira vez na vida, quero ser achada, não caçada. Ou quero achar, e não lapidar por aí.

Pois bem, admiti. Foi mal aê. Eu pertenço a um romance barato de Stephanie Meyer.

Um comentário:

Mariana Zambon Braga disse...

Super te entendo. E concordo. E acho válido... Paciência é uma virtude, ser encontrada é difícil, mas um dia nossa vez chega!