Kraftwerk é bacana, mas definitivamente não é minha praia. Até aprecio um eletrônico dependendo da situação e do nível de álcool, porém, sou mais chegada naquele tipo frenético. Assim, aproveitei o show para perambular pelo local, enquanto minha companheira se perdeu no público.
Quando dei por mim, estava dançando aquela "machine" (totalmente medo) com uns franceses que estavam ao meu lado. Depois, estava dançando com outro grupo que surgiu do nada. Mais um pouco, encontrei um colega de faculdade que estava cantando - inexplicavelmente - "Sociedade Alternativa" do Raul em pleno bar, atitude que cortei em dois segundos e o mandei tomar tenência nessa vida, pois aquele não era momento de celebrar uma visão política. De repente, estava solitária bem no meio da multidão - coisa que não gosto -, olhando para os lados e vendo aquela gente moderninha pirando nos tiozões, e eu sem compreender direito o que estava acontecendo. Olhei para o palco, e lá estavam: quatro homens azuis, semelhantes a Dr Manhattan. Ri de mim mesma e fui embora.
Mais socializações ocorreram. Sei lá o que deu em mim que estava afim de me comunicar, mesmo que rapidamente. Saí tocando pessoas, pedindo licença gentilmente e jogando sorrisos para qualquer um que fizesse um eye contact. O que não deixa de ser irônico, uma vez que tenho me mantido distante de gente.
Após esse momento carismático, o show terminou e nem percebi.
Aí caiu a ficha: Radiohead era o próximo. Fodeu.
3 comentários:
Taí o show que eu queria ver no festival. Não sou fã de eletrônico, mas admiro Kraftwerk e Chemical Bros. (esses eu vi em 2007).
Putz.... não faz nada o meu estilo...mesmo. Não faria menor falta para mim se não tivesse visto o show deles. Vi na tv tb, mas acabei mixando aos filmes interessantes do telecine enquanto aguardava o radiohead.
Você foi passear enquanto rolava Kraftwerk? Eita nóis.
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