De acordo com a previsão do mês na área sentimental do Sagitário, setembro é mês do fogo. Em poucas palavras, a biscatice rolará solta, porque há uma necessidade de carinho e amô, como diria a comadre.
Pois bem, a previsão está mais do que correta. Depois de perambular pelo mundo afastando tudo e todos - principalmente todos -, e observando o fechamento de casos, posso dizer com toda certeza que está mais do que na hora de surgir um macho na minha vida. Afinal, meus amigos, hoje completo um ano sem um braço másculo ao meu redor (ok, teve aquele moleque, mas concordemos, o que é um beijinho ao lado do, you-know).
Pois é, um ano sem nada, me contentando com a Sessão Erótica do Telecine Action, com o pau azul e brilhante do Billy Crudup, com sonhos quentes com o Sawyer. Já passei pelo desespero, fui para a total frigidez, retornei ao desespero (hello, agarrei o porteiro!), caí de novo na frigidez. Agora estou no completo desapego. Se minha vida fosse "Caminho das Índias", facilmente teria alcançado a libertação da alma.
Não que essa seja a primeira vez que completo tal aniversário infâme. Já passei um ano e meio sem e sobrevivi, mas na época poderia ser considerada uma semi-virgem. Agora são outros quinhentos. E em situações como tal, a primeira coisa que passa na minha mente é: Todo mundo está fazendo, por que não eu? Ora, porque não dá, cara Cecilia. Não dá literal e metaforicamente. Desde fevereiro do ano passado vivo como se a vida fosse uma roda gigante que foi desligada enquanto eu estava lá em cima. Abandonada à própria sorte, eu deveria ficar lá até juntar forças para gritar "desce essa porra, papai", e então juntar-me a sociedade novamente. Até chegar nesse ponto, foram meses e meses sozinha, sem contato com o mundo externo, só resolvendo as pendengas internas. Mas agora chega.
Não, não é só pelo sexo que estou preocupada. Isso não é nada, e para ser sincera, não dou tanta importância para isso, embora minhas palavras por vezes insinuem o contrário. O que sinto falta é o feel-good da situação pré e pós-sexo. Enquanto estava lá no topo da roda gigante, tive que refletir sobre isso. Eu, putinha? Logo quem, a romanticazinha que ficou toda mimimi ao ler "Crepúsculo". "Crepúsculo", minha gente. Foi necessário me identificar com uma moleca de dezessete anos para concluir que sexo é superestimado na minha concepção. Claro que é bom e eu gosto, mas sempre apreciei mais o restante.
Portanto, nesse aniversário, não quero um homem qualquer como presente. Quero um macho de verdade. Não mais fantasmas da Ópera, quero o Raoul. Porque de escuridão, já me basta o resto da existência.
¬ beatles - your mother should know (não, coitada, ela não merece saber disso)
4 comentários:
Amém!
Amém amém amém!
Amiga só rindo de você...
Espero que seus sonhos se realizem e logo rsrsrs = )
Sexo is a very important thing. :)
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