quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

2010 In Review: O Bacana


A rainha da negligência chega aos 45 minutos do segundo tempo para fazer uma retrospectiva de 2010 no Cinema. O blog ficou abandonado graças ao muitíssimo citado bloqueio criativo que dominou o ano, mas isso não significa que larguei meus filminhos - embora, admito, não tenha assistido tantos quanto gostaria e/ou costumava. Foram por volta de 80 filmes inéditos, começando por "Guerra ao Terror" até "Wild Target", e esse número há de aumentar até o dia 31 (alô Torrent). Como de praxe, não os conto pelo ano de produção; afinal, isso diminuiria consideralvemente a listinha, e eu quero pagar um pau.

Para essa singela "análise", separei os filmes em categoria: O sensacional, o bacana, e o "fujam para as colinas". Comecemos pelos bacanas, pois hoje estou fofa.



* "500 Dias Com Ela"

Consigo entender porquê tanta gente reverenciou a história de amor de Tom e Summer, porém, não enxerguei grandes diferenças entre esse e outros zilhões de títulos por aí. É uma graça? Sim. Mas para mim, valeu somente por dois motivos: o mini-momento musical, possivelmente uma das melhores cenas de morning after que já vi, e Joseph Gordon Levitt, esse lindo.



* "Tá Rindo Do Quê?"

"Funny People" funciona tão melhor como drama que mal pode-se considerá-lo um filme de Judd Apatow, que sempre soube mesclar os gêneros. Se era essa a intenção, parabéns; se não, conte com Eric Bana para algumas risadinhas. Adam Sandler me surpreendeu, e espero que ele invista mais em papéis como esse em vez das comédias já desgatadas que costuma fazer.



* "Simplesmente Complicado"

Nancy Meyers é a deusa dos filmes para patroas - vide a adoração de minha mãe por esse que, a meu ver, é bacana e nada mais. Tudo bem, eu pago o que for para ver a Meryl Streep chapada dançando Beach Boys.



* "Nine"

Daniel Day Lewis e seu harém não é o melhor musical da história, mas também não é um lixo. Os números são bem executados, Daniel se entrega como o habitual (é ótimo vê-lo tão diferente de seus trabalhos anteriores), e há tanta mulher bonita arrasando no femme fatale que no final não sabia se queria ser elas ou se virei lésbica. E "Cinema Italiano", a melhor cena e um show de Kate Hudson, é fantástica para cantar no chuveiro.



* "O Mundo Imaginário do Dr Parnassus"

Também conhecido como "o último filme de Heath Ledger". Infelizmente, esse fato não sai da cabeça durante toda a projeção, ficando ainda pior cada vez que seu personagem entra no espelho da foto e aparecem Jude Law, Colin Farrell e Johnny Depp. Justiça seja feita, eles estão muito bem em suas versões, entretanto, todo mundo sabe a razão deles estarem lá. Uma tristeza enorme, principalmente porque Heath é a melhor parte de um filme mais-ou-menos.



* "Caçador de Recompensas"

Para uma comédia romântica funcionar, o primeiro passo é ter protagonistas com a boa e velha química; e rapaz, não falta química entre Jennifer Aniston e Gerard Butler. Aleluia, pois "Caçador" seria uma tortura se não houvesse um casal que obviamente se divertiu horrores às custas do roteiro capenga.



* "Entre Irmãos"

Um belo filme de Jim Sheridan, um enredo interessante, atuações fortes de Jake Gyllenhaal e Natalie Portman, Tobey Maguire abalando geral como há tempos não se via. Tudo para dar certo, mas faltou algo que até agora não consegui identificar.



* "Direito de Amar"

Dizem que em 2011 o Oscar é de Colin Firth, que poderia ter ganhado por esse filme caso Jeff Bridges não estivesse na disputa. E concordo. "A single man" é o que é graças a sua performance - e considerando que meses antes o mesmo Colin estava rebolando ao som de Abba, o merecimento é ainda maior.



* "Alice no País das Maravilhas"

Johnny Depp e Helena Bonham Carter. O resto a gente engole.



* "Garota Fantástica"

Favor ignorar o ridículo título brasileiro de "Whip It", a bacanérrima estréia na direção de Drew Barrymore. Engraçadinho, leve, Ellen Page no auge da fofura e Juliette Lewis kicking ass (como é bom revê-la!). Drew tem um caminho promissor pela frente.



* "Estão Todos Bem"

Se "Simplesmente Complicado" é filme para patroa, esse é filme para o patrão. Até consigo ver meu pai desabando em lágrimas e ligando para dizer "eu te amo" depois de ver Robert De Niro como um pai distante de seus filhos Sam Rockwell, Kate Beckinsale e a já citada Drew. Um verdadeiro desfile de clichês, incluindo o cenário natalino, "Everybody's Fine" está longe de ser uma obra-prima e um trabalho excepcional de De Niro, mas esse homem emociona mesmo que no piloto automático. Desnecessário apontar que quem quase fez a declaração de amor paterna foi eu.



* "Fúria de Titãs"

Não me importo do Sam Delícia Worthington ser o novo macho de ação, contanto que ele possua uma barba - o que não ocorre nesse filme divertido que não deve ser levado a sério. Na realidade, qualquer absurdo valeria a pena para ver Liam Neeson brilhoso e Ralph Fiennes adorando o uso da capa preta e sendo de novo um BAMF digno de nota. Apenas uma observação: por favor, não contratem mais a chata da Gemma Arterton para fazer a mocinha.



* "Zumbilândia"

Confesso que demorei para assistir "Zumbilândia" porque tenho medo de zumbis. Encaro vampiros, lobisomens, alienígenas, mas zumbis e a Cuca são pontos fracos. Após conferi-lo, prossigo temendo essas criaturas tenebrosas, mas o filme é tão legal que os relevo, uma vez que agora sei que para sobreviver ao apocalipse é necessário apenas ter o Woody Harrelson ao seu lado.



* "Wild Target"

Levada pela fase Rupert Grint, assisti a esse simpático exemplar britânico. Rupert continua a provar que é o mais versátil dentre as "crianças" de "Harry Potter", Bill Nighy continua engraçadíssimo, e Emily Blunt continua linda e com um sotaque invejável.




Outros bacanas: "Por Água Abaixo"; "Bolt - Supercão"; "Natureza Quase Humana"; "In The Loop"; "SWAT"; "Zoolander"; "Rede de Mentiras"; "Marujos do Amor"; "Hundtricket"; "Les Girls"; "Adventureland"; "A Ressaca"; "Minhas Mães e Meu Pai"; "O Mensageiro"; "World's Greatest Dad"; "Leaves of Grass"; "Driving Lessons".

Um comentário:

Garota no hall disse...

"A single man" (ai, ninguém merece aquele título horroroso no Brasil) é um dos meus favoritos de 2010. Já "Fúria de Titãs" tá lá no fim da lista. E, sim, também acho a Gemma uma chata irritante.