Tenho uma facilidade imensa em falar mal de filmes, mas elogiar são outros quinhentos. Sou dominada pelo otimismo e me repito a cada segundo (ok, isso acontece sempre), mas vejamos se consigo manter o entusiasmo sob controle ao falar dos filmes sensacionais de 2010 - na minha humilde e nada profissional opinião.
* "Onde vivem os monstros"
Queria encontrar uma só pessoa que não ficou com os olhos marejados no mais recente show de Spike Jonze. A jornada de crescimento de Max junto a seus amigos "fofos" (há controvérsias) é tão triste que desabei com dez minutos de filme, um recorde até para essa rainha da choradeira. Fantástica direção, atuação exemplar do garoto Max Records, e uma trilha sonora de doer. Lagriminhas forever.
* "Sempre ao seu lado"
Enquanto "Marley e Eu" é um filme que retrata o envolvimento de donos com seus bichinhos, "Sempre ao seu lado", com Richard Gere, tem como protagonista o próprio cão, Hachiko, numa história que faz impossível não querer sair por aí abraçando bichos na rua. Pode não ser uma obra prima, mas justamente por ser Hachiko o narrador silencioso, é diferente de outros filmes de cachorro e, claro, parte o coração sem dó nem piedade.
* "A Origem"
Integrante de qualquer Top 5 do Ano, "Inception" tem tanta coisa boa que mal dá para listar. Trilha sonora? Check. Direção estupenda de Christopher Nolan? Check. Um elenco maravilhoso encabeçado por Leonardo DiCaprio entregando a alma? Check. Um roteiro original que engloba cinquenta questões ao mesmo tempo que larga informação para mais? Check. O filme é um dos principais concorrente da Award Season desde que apareceu abalando tudo no meio do ano, e ainda falaremos muito sobre ele até o Oscar.
* "Mary e Max"
De todas as animações que já vi, "Mary e Max" é possivelmente a mais deprimente - e olha que esse ano teve o traumático "Toy Story 3". Um filme lindo em todos os aspectos, desde o visual até na maneira como enfoca a relação desses dois personagens solitários que criam uma amizade à distância. E alguém explica como Philip Seymour Hoffman consegue ser brilhante utilizando apenas sua voz?
* "A Estrada"
E já que estamos falando em cortar os pulsos graças a filmes que não se acanham em deixar o público precisando urgentemente de antidepressivos, falemos logo de "A Estrada". Quem precisa de zumbis? O ser humano do mundo pós-apocalíptico já é terrível o suficiente. Acompanhar o sensacional Viggo Mortensen e o menino Kodi Smit-McPhee (que futuro) é tão doloroso que esse é um daqueles filmes que entram na lista de "é maravilhoso, mas não aguento ver de novo".
* "All Good Things"
O espetáculo é de Ryan Gosling, que sabe ser creepy, mas Kirsten Dunst não fica para trás. Como é bom tê-la de volta, e em plena forma. Um filme perturbador que, se visto em sessão dupla com "Down in the Valley" (com Edward Norton), deixa ainda mais clara a necessidade de realizar um teste psiquiátrico no seu (sua) companheiro(a) antes de embarcar em um relacionamento mais sério.
* "A Mentira"
Geralmente fico agoniada com filmes que copiam os clássicos dos anos 80. Porém, "Easy A" soube se posicionar, preferindo fazer uma homenagem escancarada ao "gênero", emprestando os elementos que deram certo então para a história engraçadinha de Olive, vivida pela apaixonante Emma Stone. Obviamente não chega aos pés de John Hughes e Cia, e o rapaz de "Gossip Girl" segurando um som moderninho não possui o mesmo impacto que John Cusack e sua boombox, mas me deu esperanças: ainda há gente em Hollywood capaz de fazer uma comédia romântica decente.
* "O Golpista do Ano"
Título brega e covarde para o mais direto "I love you Phillip Morris", um filme que nas mãos erradas cairia para o mau gosto e desrespeito. Contando com um Jim Carrey numa das melhores performances de sua carreira (dêem mais chance ao cara!) e um Ewan McGregor fofo demais, "Phillip Morris" é surpreendente por jamais se entregar ao óbvio e com uma história tão fantástica que tive que checar no Wikipedia para saber se aquilo era de fato real.
* "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I"
Não seria Cecilia se não houvesse menção a Harry. A primeira parte do destruidor último livro de JK Rowling consegue a proeza de não apenas levar às telas as nuances da obra prima da musa escocesa, como intensificá-las. Se eu tinha minhas dúvidas que David Yates alcançaria esse nível, elas foram para o ralo com duas cenas: Rony versus a Horcrux, e o belíssimo momento em que Harry e Hermione dançam na tenda. Agora tenho a certeza de que meu livro preferido da saga está em boas mãos, e mal posso esperar para a segunda parte que estréia em 2011. Vou sofrer feito diabo.

Outros sensacionais: "Ondas do Destino", "Guerra ao Terror", "Scarface", "Um Homem Sério", "Amor Sem Escalas", "Jesus Cristo Superstar", "Lunar", "Cabaret", "O Fantástico Sr Raposo", "Homens que encaravam cabras", "Peacock", "Scott Pilgrim contra o Mundo", "Eu te amo, cara", "Criação", "Adam", "The invention of lying", "A Rede Social", "Ilha do Medo", "Cisne Negro" (que merece uma review própria).
Menção honrosa: As minisséries da HBO "The Pacific" e "Generation Kill".









Um comentário:
Ótima lista, viu? Os filmes que não vi ainda, estou ansiosa para conferir ;)
Acho que semana que vem publico a minha lista completona no blog.
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